Sábado, Maio 17, 2008



Saudade


Ando com saudade de café com pão;
de namorados dando beijinhos
no portão;
de pedir benção a pai e mãe
(Deus te abençoe);
de ver um varal cheio de roupa com cheiro apenas de sabão;
de ver alguém sorrindo enquanto lava a louça com bucha vegetal;
de sentir respeito pela polícia;
de acreditar que o Brasil ganhou a Copa do Mundo porque jogou direito;
de saber que o Zezinho, filho do porteiro, não vai morrer de dengue;
e que Maria feirante poderá ter um filho médico.
Saudades de homens que usavam apenas o assobio como galanteio.
Fiu-fiu!
Morro de saudades do tempo em que um presidente de uma nação era o mais respeitado cidadão do país.
Que cadeia era lugar só de ladrão.
Acho que andaram invertendo a situação.
Ando com saudades de
macarrão feito em casa com tempero sem agrotóxico;
de só poder tomar guaraná em dia de festa;
de homens de gravatas;
de novela com final feliz;
de pipoca doce de pipoqueiro;
de dar bom-dia à vizinha;
de ouvir alguém dizer obrigado ao motorista e ele frear devagarinho, preocupado com o passageiro.
Saudades de gritar que a porta está aberta para os que chegam.
Um saco destrancar tanto papaiz.
Saudades do tempo em que educação não era confundida com autenticidade.
Hoje, se fala o que quer em nome de uma "tal" verdade e pedir perdão
virou raridade.
Ando com saudades de ver no céu pipas não atingidas pelo efeito estufa.
Saudades das chuvas sem acidez, que não causavam aridez.
Saudades de poder viajar sem medo
de homem-bomba, de ser recebida
com pompa em outra nação.
Atualmente, reina a desconfiança
no coração.
Sinto muitas saudades do rubor da face de minha avó
quando se falava de sexo totalmente sem nexo.
Hoje, ele é tão banal que até
eu banalizei.
Acho que a maior saudade que tenho
é a saudade de tudo que acreditei.
Para meu filho não poderei deixar sequer a esperança.
Hoje, já não se nasce criança.

TATIANA CONRADO DIAS - 2:27 PM

Domingo, Maio 11, 2008




Mães
(Paulina Rissatto)

O segundo domingo de maio é Dia das Mães, de todas elas. Desde a mais descolada até a mais conservadora. A MÃE, que para cada um é exclusiva, com defeitos e qualidades, a guerreira amada... algumas vezes nem tanto, mais precisamente quando os 'nãos' necessários são ditos, e no entanto, são eles que edificam o crescimento, são eles que amadurecem e fazem já na infância a base sólida do ser humano que começa a desabrochar. Como relação entre mãe e filho é algo inabalável, o aperto no peito passa rápido e num piscar de olhos, o filho se aproxima cheio de carinho e amor pra dar, porque ele tem certeza da devoção extrema que esta coruja inveterada sente por ele. Mãe e filho, filho e mãe, somente eles se conhecem pelo olhar, pelo sorriso, pelas lágrimas- de amor ou de dor-, pelo cantar mesmo que desafinado, enfim se completam.
Isso é amor, na sua mais infinita concepção, uma definição escondida dentro da alma... permita-se sentir e manifestar
.
Feliz Dias das Mães!

TATIANA CONRADO DIAS - 12:07 PM


...Me chamo Tatiana, sou gaúcha, 34 anos, casada e tenho um filho chamado Franco que nasceu no dia do meu aniversário ( 15/12/2004 ).



Adoro conversar, viajar....
sou muito sincera, detesto falsidade, censura, mentira...
Amo chocolate e pizza (Sou viciada!!!)


Me considero uma pessoa feliz e de bem com a vida!
É isso aí... É só não pisar no meu calo -hehehe










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